terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os Melhores de 2010


Há 11 anos o MixBrasil elege as 24 pessoas _gays, lésbicas, trans ou simpatizantes_ que mais se destacaram no ano. Em 2010 temos um gay assumido eleito deputado federal no Brasil, artistas mundialmente conhecidos ligados a causa gay, além de novelistas e programas de TV que ganharam audiência com participantes LGBT. Confira a seguir:

Cristina Kirchner
A presidente argentina Cristina Kirchner promulgou, em julho, a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Argentina tornou-se oficialmente o primeiro país da América Latina a autorizar o casamento gay nacionalmente. “Não promulgamos uma lei, mas sim uma construção social, transversal, diversa, plural, ampla, que não pertence a ninguém, apenas à sociedade.”

Ricky Martin
Sex symbol latino, o cantor Ricky Martin assumiu, em março, sua homossexualidade. Referência imediata no universo gay, Ricky lançou a autobiografia, “Eu”, onde conta os meandros de sua auto-aceitação e o caso amoroso com um radialista. “Hoje aceito minha homossexualidade como um presente que a vida me dá. Me sinto abençoado de ser quem sou!”, escreveu. Ricky também investiu em campanhas contra o bullying.

Claudia Wonder
Ícone LGBT desde os anos 80, diva Wonder disse adeus em novembro, vítima de uma infecção causada por um fungo encontrado nas fezes de pombo. Deixou aos 55 anos uma legião admiradores. Foi consagrada ainda em vida com o doc “Meu amigo Claudia”, de Dácio Pinheiro. Finalizou sua trajetória ainda fazendo história: foi a 1ª trans a ter um velório na Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo.

Carlos Tufvesson
O estilista e ativista gay foi o nome escolhido para assumir a Coordenadoria Especial de Assuntos da Diversidade Sexual (Ceads) do Rio de Janeiro, que começa as atividades em 2011. Agora, “o cidadão LGBT do Rio não vai mais achar que não existe poder público para ele”, declarou. Ele também foi um dos indicados ao “Prêmio Faz Diferença”, promovido pelo jornal O Globo. Também é criador do evento “A moda na luta com o HIV”.

Jean Wyllys
Depois de seis anos, desde sua vitória no Big Brother Brasil, o jornalista Jean Wyllys voltou à mídia por ter sido eleito deputado federal no Rio de Janeiro, pelo PSOL. Após a eleição, Jean garantiu trabalhar principalmente em prol da comunidade LGBT e do “povo de santo”. Em dezembro, uma possível recontagem de votos quase tirou a cadeira do professor, que foi diplomado em dezembro. Foi o primeiro deputado federal gay assumido eleito por uma plataforma LGBT.

Coloridos BBB
Angélica Morango, Serginho Osgastic e Dicésar (Dimmy Kieer) coloriram o Big Brother 10. Embora as trajetórias dos três não foi de extrema união, a presença gay esteve comentada durante todo o reality show, com direito a selinhos, paquera lésbica e drag montadíssima.

François Sagat
O ator pornô francês (que agora se arrisca em filmes cult) foi sensação no Brasil em novembro, quando veio todo gostoso ao 18º Festival do Mix Brasil. Ele acompanhou a exibição dos filmes que contam com seu corpão e atuação, como “L.A.Zombie” (Bruce LaBruce) e “Homem no Banho” (Christophe Honoré). Sua passagem deixou um ensaio ousadíssimo para a revista JUNIOR de dezembro-janeiro.

Wanessa
Filha de cantor sertanejo, Wanessa abandonou o sobrenome, as músicas melosas e investiu nas pistas gays de todo o Brasil. Ela também se engajou na causa LGBT, e disse que vai defender o casamento gay em contato direto com a presidente Dilma.

Marina Silva
Enquanto muitos gays torceram o nariz ao verem a evangélica Marina Silva candidata à presidência, a candidata do Partido Verde surpreendeu. Foi a única que não apelou para o discurso descaradamente religioso – como Dilma e Serra fizerem – e deu um exemplo de tolerância LGBT. Na revista JUNIOR, foi a única entre os presidenciáveis a topar e conceder uma sincera entrevista somente sobre questões LGBT. Ela foi enfática ao dizer que, embora tenha uma opinião particular sobre casamento gay, asseguraria todos os direitos civis de homossexuais e casais gays.

Jake Shears
Assumidíssimo desde o ensino médio, o vocalista do Scissor Sisters esteve no Brasil em novembro, e foi entrevistado pela revista JUNIOR. Jake está na campanha contra o bullying homofóbico “It Gets Better”, para mostrar que a vida melhora bastante depois que crescemos. “Fui perseguido por ser gay. Era bem difícil. E, você sabe, as crianças podem ser muito cruéis”, diz ele no vídeo.

Sandy
Em carreira solo e casadíssima com o músico Lucas Lima, a cantora Sandy declarou, em novembro, ser a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Todo mundo tem direito de amar, de se envolver emocionalmente, socialmente. É um direito e não importa o sexo”, disse ao jornal O DIA. Popular entre as bees, a presença de homossexuais em seus shows é frequente.

Lady Gaga
Em meio aos vestidos espalhafatosos (como a polêmica peça de carne), Lady Gaga é grande defensora dos direitos LGBT. A cantora fez um vídeo de apoio a uma estudante lésbica barrada pela escola, e agradeceu em seu Twitter a derrubada da lei que era contra militares gays nos Estados Unidos. No MTV 2011, recebeu o troféu das mãos de ninguém menos que Cher.

James Franco
Totalmente friendly (embora isso custe comentários de que seja gay) o ator já coleciona personagens gays em sua história carreira, como nos filmes “Milk”, “Howl” e “Pineapple Express”. Em entrevista à “The Advocate”, em setembro, James declarou que gosta de interpretar gays, porque as histórias de amor hétero são chatas. Em 2010, ele foi capa da revista “Candy”, direcionada ao público trans, e vestiu-se de mulher para a ocasião.

Ideraldo Beltrame
Novo presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), Ideraldo foi eleito em votação realizada no início de outubro. Em entrevista ao Mix Brasil ele disse querer investir no potencial comercial do maior evento LGBT do mundo.

Maria Adelaide Amaral
Se não bastasse o lado gay que já existia nas novelas “Ti Ti Ti” e “Plumas e Paetês” originais, Maria Adelaide Amaral deixou a novela ainda mais colorida no remake que exibiu neste ano. Ela transformou um casal hétero no casal gay mais fofo da história da televisão, protagonizado por Julinho (André Arteche) e Osmar (Gustavo Leão). E, ao contrário da versão original, que morriam os dois num acidente de carro, a autora ainda salvou um, Julinho, que abriu o leque da temática com a mãe do ex.

Raí
Em tempos de homofobia, o eterno jogador do São Paulo provou ser friendly quando topou participar da campa “Sim, eu aceito”, a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Nany People
Depois de ter o nome citado em cada reality show que envolvia famosos, a drag-trans Nany People finalmente disse sim à terceira edição de “A Fazenda”. Siliconada e desbocada, ela revelou um lado materno, dedicada e brigona. Lavou ovelhas, chorou no parto dos animais e adotou candidatas como Mulher Melancia. Foi a quinta eliminada e saiu do programa ainda mais popular. “Agora quero mostrar que sou uma atriz de personagem A, B, C, D. Não só a Ninete de Tieta.”

Lea T
Modelo transexual brasileira, Lea T ganhou as páginas de todo mundo ao estrelar a campanha da Givenchy e estampar editoriais de fotos para várias revistas. Filha do ex-jogador Toninho Cerezo, Lea enfrentou vários boatos de que não se dava bem com o pai, o que ela fez questão de desmentir. “Nos amamos”, disse. Vai desfilar na próxima SPFW, em janeiro, e sua agenda conta com cerca de 400 pedidos de entrevistas.

Anette Bennig/ Julianne Moore
As atrizes arrasaram como um casal lésbico no filme “Eu, minhas mães e meu pai”. No longa, elas investem pesado na criação dos dois filhos adolescentes, que buscam conhecer a identidade do pai biológico. Julianne é velha aliada da causa LGBT e até participou de uma campanha contra o bullying. Ela foi capa da edição de número 100 da revista gay “Out”.

Katylene
Quem esperaria que um blogueiro que se passa por uma travesti fosse ganhar um programa só seu? Pois Daniel Carvalho criou a ácida Katylene Beezmarky e atravessou as páginas de seu humorado blog sobre celebridades (e pseudo-celebridades) para um programa de fofocas na MTV.

Malu de Martino
Diretora do filme brasileiro “Como Esquecer”, Malu de Martino trouxe de maneira delicada a superação da perda e do pós-relacionamento. No longa, Ana Paula Arósio e Murilo Rosa interpretam lésbica e gay. “Pareceu ser um desafio transportar para a tela grande a dor da perda a partir de um universo pouco explorado pelo cinema brasileiro, o LGBT.”

André Arteche/ Gustavo Leão
Na pele de Julinho e Osmar, os atores André Arteche e Gustavo Leão caíram nas graças do público ao formarem o casal gay mais fofo da história da televisão brasileira. Nos primeiros capítulos, eles trocaram eternas juras de amor (protagonizaram quaaase um beijo) e, embora tenham se separado (Osmar morreu em um acidente de carro), fixaram o romance nos demais episódios. Em entrevistas, eles disseram que topariam um beijo gay, na boa.

Evandro Soldati
O modelo brasileiro esteve onde muita gente queria estar: no clipe com Lady Gaga, Alejandro. Ele também protagonizou várias campanhas em todo mundo, além de estar todo à vontade na primeira edição da revista Made in Brazil.

Kristen Stewart
A mocinha da saga Crepúsculo, Kristen Stewart, agradou o público lésbico pela interpretação no filme “The Runaways – As garotas do Rock”, inspirado na banda de rock formada somente por mulheres nos anos 70. No longa, Kristen deu um comentado beijo na atriz Dakota Fanning e teve um fã-clube montado somente por fãs lésbicas.

matéria UOL / MIX 28.12.10

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Editora espanhola publica cartas de escritor gay perseguido pelo regime de Fidel Castro

Madri, 7 dez - A publicação em castelhano de "Cartas a Margarita e Jorge Camacho", de Reinaldo Arenas, presta uma homenagem ao escritor cubano que se suicidou em 7 de dezembro de 1990 em um apartamento em Nova York, vítima da aids.

Enviadas entre 1967 e 1990, as cartas --que já haviam sido lançadas na França-- só agora foram publicadas em espanhol pela editora Point de Lunettes.

Dissidente, Arenas é considerado um incômodo para muitos e voz desgarrada de Cuba. O livro contém o testemunho sobre o sofrimento que este grande escritor precisou viver, perseguido pelo regime de Fidel Castro --a quem apoiou nos primeiros momentos da Revolução--, por sua dissidência política e condição de homossexual.

Esta correspondência de Reinaldo Arenas (Holguín, Cuba, 1943) com seus amigos é um complemento de seu famoso romance autobiográfico "Antes Que Anoiteça", que foi levado depois ao cinema por Julian Schnabel, com Javier Bardem no papel do escritor cubano.

Nestas cartas é possível ver a profunda relação com os Camacho, um casal de pintores que conheceu em Havana, em 1967.

Uma amizade que se transformou no cordão umbilical do escritor com o mundo. Era para eles que seus manuscritos eram enviados, para que pudessem ser publicados e salvos do controle policial cubano.

Reinaldo Arenas, narrador, poeta, ensaísta e dramaturgo, esteve entre 1974 e 1976 na prisão, onde sofreu humilhações e maus-tratos.

Mas antes, em 1973, já havia sido preso acusado de abuso sexual contra jovens. Tentou fugir. Foi acusado de contra-revolucionário e se transformou em fugitivo. Escondido pela ilha, comendo e vivendo nos parques, foi capturado e levado outra vez à prisão.

Em 1980 ganhou liberdade e passou, primeiro, por Miami. Depois se instalou em Nova York, onde ficou até seu suicídio.

De Miami, o livro recolhe esta carta: "Querida Margarita, não sei se poderás entender minha letra, mas aqui não tenho máquina de escrever. Estou muito preocupado pelo destino dos meus manuscritos. Já sabes que para mim o único sentido da vida é ter certeza de que nada se extraviou... Temo que a Polícia cubana, que está em todos os lugares do mundo (onde vocês menos imaginam), possa fazer desaparecer minha obra. Margarita, esses papéis são meus filhos, minha própria vida...".

Uma carta que reflete a vontade do escritor de salvar sua obra, pela qual lutou e sofreu, como demonstra a emocionante e última carta do livro, escrita dias antes de sua morte, e na qual o escritor cubano se despede de seus amigos.

"Devido ao estado precário da minha saúde e a terrível depressão sentimental que sinto por não poder seguir escrevendo e lutando pela liberdade de Cuba, ponho fim a minha vida. Nos últimos anos, apesar de me sentir muito doente, pude terminar minha obra literária na qual trabalhei por quase 30 anos. Deixo como legado todos os meus terrores, mas também a esperança de que Cuba será livre... Eu já sou", escreve o autor.

No total, o volume reúne 144 cartas, que abrangem quase meia vida de Reinaldo Arenas, nas quais o autor fala de política, de suas viagens, de literatura, e de muitos escritores aos quais critica por apoiarem o regime de Fidel Castro, além de sua saúde, do vírus da aids.

Além disso, a editora Tusquets voltou a publicar seu romance autobiográfico, o mítico "Antes Que Anoiteça" (por Carmen Sigüenza).

matéria UOL - Cena 10.12.10

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

LANÇAMENTO: Brasil Homocultural

SÃO PAULO – Após dois anos da realização do IV Congresso da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (Abeh), realizado na USP, será lançada a coletânea dos textos do congresso no livro Retratos do Brasil Homossexual: fronteiras, subjetividades e desejos.

O lançamento será neste sábado, 04, a partir das 16h, na Casa das Rosas, na Av. Paulista, nº 37 (Próximo à Estação Brigadeiro do Metrô). O livro conta com 96 textos que versam sobre a homocultura brasileira em diversas áreas, como literatura, direitos humanos, noção de corpo, moda, transgênero, entre outros, de pesquisadores acadêmicos de todo Brasil.

Todos eles foram selecionados e organizados por Emerson Inácio, Berenice Bento, William Siqueira, Wilton Garcia e Horácio Costa, que presidia a Abeh na época. Retratos do Brasil Homossexual foi publicado pela ação conjunta entre Edusp, Imprensa Oficial e Abeh.
*matéria do Mundo Mais de 02.dez.10

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Filme: COMO ESQUECER com Ana Paula Arósio


Está em cartaz nos cinemas o filme “Como Esquecer”, com direção de Malu de Martino. Malu tem uma longa estrada no cinema. Estudou em Nova Iorque na década de 80, e desde então dedica-se à direção de vídeos culturais, institucionais e documentários.

Em 2001 dirigiu o média-metragem “Ismael e Adalgisa”, que recebeu os prêmios de melhor filme eleito pela crítica e pelo júri popular no Festival de Cuiabá, melhor fotografia no Festival de Recife (2002) e melhor direção de arte no Festival Vitória Cine Vídeo. Em 2006 obteve vários prêmios com “Mulheres do Brasil”, entre eles o de melhor longa-metragem no Festival de Campo Grande e o de melhor atriz coadjuvante para Dira Paes.

Na entrevista abaixo Malu de Martino nos conta como foi dirigir seu recente longa ”Como Esquecer”, sobre a história de Julia (Ana Paula Arósio), professora de literatura inglesa que, após ter sido abandonada pela namorada (Antônia), com quem viveu por 10 anos, busca redescobrir a vida e voltar a ser feliz sozinha.


O que a motivou a fazer o filme? Ao final aparece na tela um “in memoriam” e sei que o filme foi baseado em um livro, mas até então desconhecido do público em geral.
O que me motivou a fazer o COMO ESQUECER foi basicamente a história. Me pareceu ser um desafio transportar para a tela grande a dor da perda a partir de um universo pouco explorado pelo cinema brasileiro, o LGBT. Sou fascinada pelo chamado cinema de personagem, imersões, reflexões sobre sentimentos mais profundos. Quando li o livro achei que, neste momento, o cinema brasileiro abre espaço para essas reflexões. Portanto essa foi a minha principal motivação. O “em memória” no final do filme refere-se às minhas grandes perdas, amigos que já se foram e que me fazem uma falta enorme… O COMO ESQUECER para mim é também um filme sobre amizade e me remete aos amigos que tenho e que tive, e a eles prestei minha homenagem.

Como foi a preparação dos atores, em especial da protagonista, Ana Paula Arósio?
Ensaiamos um mês e meio assiduamente. Construímos a intimidade dos atores e a confiança que depositamos uns nos outros, nesse período. A Ana Paula é uma trabalhadora incansável, aplicadíssima! Vimos filmes do Carl Drayer, do Truffault e do Won Kar Wai, além de inúmeros textos para ajudar nessa composição. Inclusive textos da Sonia Hirsh, que particularmente não parece relacionado ao trabalho, mas que ajudaram a verbalizar os sentimentos que buscávamos.

Qual foi a cena mais difícil de gravar e qual demorou mais tempo para filmar (ou que demandou mais retrabalho na filmagem)?
Para mim a cena mais difícil de rodar foi a cena em que a Julia (Ana Paula Arósio) pede para ser amarrada. Demorou muito e a Ana Paula ficou horas amarrada na cadeira para correções de luz e câmera. Ela optou heroicamente por não sair da cadeira para não “esfriar” e não haver problemas na continuidade. No mais, cinema dá trabalho, muito trabalho! Filmar em locações, prática frequente no cinema independente, é sempre delicado… cachorros que latem, vizinhos que cantam, crianças que brincam etc. Mas conseguir fazer o filme e ter o resultado esperado, me faz esquecer tudo isso e ter tesão de filmar de novo! [risos]

Considerando o avanço das conquistas em termos de visibilidade LGBT de 10 anos para cá, você acha que a aceitação do público por temáticas como essa do filme, especialmente lésbica, melhorou – ou tem melhorado – nos últimos anos?
Acho que avançamos sim. Ainda há muito a ser feito, mas sinto que o cinema caminha para uma maior abertura nesse sentido. Na minha opinião os veículos audiovisuais devem contribuir para maior esclarecimento e uma reflexão mais profunda dessas questões. Gosto de dizer que se ressaltamos as semelhanças aceitamos melhor as diferenças. A homovisibilidade se faz necessária num momento em que a aceitação das diferenças é fundamental para a nossa evolução.

Houve alguma razão especial para a escolha da Ana Paula Arósio e de Murilo Rosa para os papéis principais do filme?
Sobre o Murilo Rosa, conheço desde o meu primeiro filme, Ismael e Adalgisa, e somos amigos desde então. Eu tinha muita vontade de voltar a trabalhar com ele por sua dedicação ao trabalho e admiração que tenho pelo mesmo. Ao pensar na atriz que faria a Julia, conversando com Murilo, chegamos ao nome da Ana Paula Arósio, que considero a melhor atriz dramática da geração dela. Era preciso uma atriz que “comprasse” a ideia e se dedicasse completamente à proposta da direção. O Murilo se prontificou a fazer a ”ponte”, pois eu não a conhecia, nem ela a mim. Por indicação prévia dele fizemos chegar a ela o roteiro, em seguida nos encontramos em SP e ela topou a proposta prontamente. O resultado, na minha opinião, não poderia ter sido melhor. Penso que a escolha desses dois atores foi muito por causa das suas trajetórias profissionais e minha admiração pelo trabalho de ambos.


Por Laura Lou, site da UOL 11.11.10

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mama Mia no Teatro: Não perca !!!!

Com várias músicas do ABBA, musical Mamma Mia estreia em São Paulo

Mamma Mia! chega, no dia 11 novembro, em São Paulo.


O espetáculo musical, considerado o primeiro do mundo, conta com vários hits do ABBA e foi traduzido para português – inclusive as músicas “Dancing Queen” e “Take a chance on me”- com a intenção de trazer a identificação do público brasileiro.

Para dar vida a Donna Sheridan, personagem de Meryl Streep no longa, foi escalada a atriz Kiara Sasso, de 31 anos, uma das principais atrizes de musicais do Brasil, ao lado do ator Saulo Vasconcelos. Em entrevista nesta quinta-feira, 4, a atriz declarou que, quando iniciaram a seleção de elenco, ela não estava no Brasil. “Mas não me importei, já que me achava velha demais para o papel de Sophie e nova demais para ser a mãe”.

Selecionada como a mãe da mocinha, papel em que ela não estava acostumada, Kiara espera que sua atuação não seja comparada com a de Streep. “A expectativa é que não haja comparações. O público abraçará este espetáculo e se emocionará bastante com ele.”

De acordo com o diretor musical David Holcenberg e o diretor Robert McQueen, é extremamente importante tal adaptação na língua do país. “A história é contada pelo texto e pelas canções. Mesmo que as músicas sejam conhecidas, elas acabam sendo surpreendentes por conta do enredo da trama”, declarou David.

O musical, que já foi assistido por mais de 42 milhões de pessoas pelo mundo, conta a história de Donna Sheridan (Kiara Sasso), cujo passado é trazido à tona por sua filha, que não sabe a identidade do pai. Em seu casamento, a filha, interpretada por Pati Amoroso, convida três homens que fizeram parte da vida de Donna na época em que engravidou. Após 20 anos, Donna se deparada com seus ex-namorados, interpretados por Sam (Saulo Vasconcelos), Bill (Carlos Arruza) e Harry (Cleto Baccic).

Mamma Mia!
Estreia: 11 de novembro, às 21h
Local: Teatro Abril - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 - São Paulo
Datas e horários: quartas, quintas e sexta, às 21h; sábados às 17h e 21h; domingo às 16h e 20h
Duração: 2h40
Ingressos: entre R$ 80 e R$ 250
Informações: www.mammamia.com.br

CQC - um entrevista bem interessante


Repórter do CQC, Rafael Cortez está sempre envolvido nas pautas referentes à comunidade LGBT. Com a sexualidade bem resolvida, ele não se intimida em brincar com a questão e até distribuiu beijinhos em famosos do mesmo sexo. Aqui Rafa fala sobre essas e outras brincadeiras.


De todos os repórteres do programa, geralmente é você que faz reportagens voltadas ao público LGBT. Por que?
Não sou direcionado exatamente a isso, mas já fiz pautas que acabaram culminando dentro do universo gay. Não tenho o menor problema em fazer as pautas e me sinto à vontade para fazê-las, como me sinto à vontade para fazer pautas de música, celebridades, política.

Sempre falam sobre “beijo gay” na TV, mas esquecem que você já protagonizou alguns selinhos em famosos do mesmo sexo.
Procuro ir até onde acho possível. O lance dos selinhos foi uma piada. Gerou ibope. Não me levo tão a sério e não acho que isso tenha afetado minha masculinidade. Quanto ao beijo gay, não vejo problema. Não tenho preconceitos. Acho que se pessoas do mesmo sexo querem ficar juntas, elas têm pleno direito de ficar.

Como foi beijar o Almodóvar, por exemplo?
Foi uma piada! Uma brincadeira que rendeu muita mídia ao programa. Mas esperava ao menos que ele me levasse para jantar depois. Não aconteceu.

Depois da repercussão dos selinhos, você ficou irritado. O que rolou?
Uma coisa é piada, outra é encheção de saco. Não houve irritação da minha parte, mas sim uma obsessão do Tas em falar sobre o assunto. Piadas ficam velhas e, aí sim, sem graça.

Para se defender, você disse que existem repórteres mais gays que você lá dentro. Ser gay é uma ofensa, algo negativo?
Óbvio que não. Não é uma ofensa. Como já disse, não tenho o menor preconceito com opção sexual (sic), nem com opções religiosas ou com problemas quaisquer. Veja você, meu agente/empresário é gordo e, no entanto, é um grande amigo. E vai ficar certamente puto por eu ter dito isso dele aqui.

Em outra matéria do programa, vocês perguntavam aos famosos: Se você fosse gay, assumiria? E você, Rafa, assumiria caso fosse gay?
Se eu fosse gay não teria problemas em assumir. Tanto que nesse dia teve uma brincadeira do armário (disseram que o Rafael sairia do armário), eu topei e achei divertida.

Algum fã chegou a confundir e te cantar?
Nunca. Nunca recebi cantada de fã confundido.

Durante o concurso Mister Brasil Gay de 2009, você foi jurado e disse até que “pegaria o Mister Rio de Janeiro”. Explica melhor para a gente o que o carioca tem (ou tinha)?
Hahaha... tá vendo!?! Eu faço piadas! Não me levo a sério! O trabalho é esse, dar a notícia com bom humor. Não tinha nada demais, ao meu ver, foi uma piada! Como pegaria a Miss Brasil.

Apesar de você não gostar taaanto de política, vamos lá. Depois da Argentina, o que pensa sobre o casamento gay no Brasil?
Eu gosto de política! Acompanho sempre. Quanto ao casamento gay, sou a favor do amor. Se gays querem ficar juntos, ok, mandem ver.

E para finalizar, daria beijo em algum homem famoso?
Não, não daria. O que fiz no CQC foi pela matéria. Claro que não sou sem limites para fazer as matérias. Portanto não esperem que eu me atire do penhasco ou que fique pelado.

matéria da revista Junior 04.11.10 / UOL

Paulinho Vilhena fotografa como Transexual

Paulinho Vilhena fotografou para a capa da revista gay "Junior" caracterizado como a transexual que interpreta no musical "Hedwig e o Centímetro Enfurecido". No espetáculo, em cartaz no Teatro das Artes, no Rio, o ator de 31 anos usa maquiagem, cílios postiços e peruca, e tem que se equilibrar em cima de uma bota com salto plataforma. "A minha cara vive cheia de purpurina e lantejoula, e, às vezes, tem que dar uma esfregada maior com lencinho e dá uma machucadinha", comentou sobre as agruras do papel. A revista chega às bancas em novembro (4/11/2010)
matéria UOl 4.11.10

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Gaiola das Loucas

Falabella divide o palco com o ator Diogo Vilela, que viverá o personagem Albin – que se traveste da vedete Zazá. Já Falabella será Georges, o dono do cabaré “A Gaiola das Loucas”.

O casal, nada ortodoxo, tem um filho. Trata-se de Jean Michel, interpretado pelo ator Davi Guilherme, que se apaixona por uma filha de um deputado que quer acabar com os gays. O texto original foi escrito para o teatro em 1973 por Jean Poiret (1926-1992) e adaptado para o cinema numa produção franco-italiana dirigida por Edouard Molinaro em 1978.

Força na peruca – Com 40 trocas de roupas em 300 figurinos, a peça conta ainda com 100 perucas e 350 mudanças de luzes. Precisa de muita força na peruca para ajustar tudo isso, não? E mais do que esse esforço de fazer rir está o de não abusar de clichês. Para tanto, Vilela diz que sua personagem Zazá é a humanização do limite da caricatura intrínseca à personagem.

"Essa peça foi adaptada para a Broadway quando a comunidade gay era dizimada pela Aids, e eles quiseram fazer uma história de amor gay que fosse positiva", acrescentou Falabella. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Paulínia e terminar a breve temporada em São Paulo, a peça seguirá turnê no próximo ano em outras cidades brasileiras.

Serviço:
O que: A Gaiola das Loucas
Quando: Quinta e sábado às 21h; Sexta às 21h30; Domingo às 19h [De 23 de outubro a 19 de novembro]
Onde: Teatro Bradesco, Rua Turiassu, 2.100, Pompeia – São Paulo – SP; Fone: (11) 3670-4100
Quanto: De R$ 20 a R$ 170

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cinema e Teatro Pesquisa mostra desinteresse dos Paulistas

Matéria da UOL por Ana Sousa 20.10.10

Desta vez, os entrevistados não tergiversaram. Questionados sobre as razões que os deixam do lado de fora de cinemas, teatros e museus, os paulistas miraram, em bloco, uma resposta capaz de embaralhar algumas teses sobre o consumo cultural.

Os números reforçam, primeiro, o que se intuía: 40% dos paulistas não costumam ir ao cinema, 60% não costumam ir ao teatro e 61% não costumam ir a museus. O que chama a atenção é a justificativa para a inércia: "Não me interesso/ não gosto/ não me sinto bem fazendo", respondem os entrevistados.
No caso do cinema, enquanto 29% alegam falta de interesse, apenas 8% citam o preço do ingresso como empecilho. A piadinha "Vá ao teatro, mas não me chame" também ganhou torneado estatístico: 32% dizem não ver peças, simplesmente, porque não têm vontade.

A pesquisa é fruto de projeto da consultora J.Leiva Cultura & Esporte, realizado em parceria com o Datafolha e a Fundação Getúlio Vargas. Foram ouvidas, entre 25/8 e 15/9, 2.400 pessoas, acima de 12 anos, em 82 cidades.

O objetivo da pesquisa era mapear e compreender os hábitos culturais da população. Os resultados serão apresentados e analisados amanhã, durante um seminário na Pinacoteca --com vagas já esgotadas.

BEABÁ

"O que surpreende é o fato de essa resposta aparecer. A pressão por ser culto, consumir cultura é tão grande que, em geral, as pessoas dão desculpas como falta de tempo ou dinheiro", diz Teixeira Coelho, curador do Masp e professor da USP.

"Isso aponta para uma certa sinceridade", observa Teixeira Coelho. "Mas a gente também sabe, por pesquisas internacionais, que, à medida que melhora o nível econômico, melhora o consumo cultural. É claro que o fator econômico pesa, até porque, na cultura, o hábito é fundamental. Falta oportunidade para que as pessoas tenham a cultura introduzida em suas vidas."

O diretor Antonio Araújo, do Teatro da Vertigem, pondera que consumir cultura é abrir-se a uma experiência. "Quem nunca foi exposto a uma ópera pode ter raiva dessa experiência. Voltamos sempre à questão da formação de público", diz Araújo.

O cineasta Domingos Oliveira recorre aos adjetivos "estonteante e deprimente" para falar da pesquisa. Como todos os ouvidos para esta reportagem, ele desvia os olhos dos palcos para as escolas.

"Precisamos cuidar desse um terço [que consome regularmente cultura], porque quem não gosta de arte bom sujeito não é. A doença em geral é a falta de educação", diz Oliveira. "O contato com as artes deveria ser obrigatório no ensino primário."

Paradoxalmente, os "desinteressados" dizem que gostariam de gostar de cultura. Os entrevistados que custam a tirar o pé de casa para consumir cultura dizem ter gosto por "realizar atividades culturais". O "sim", nesse quesito, teve índice de 68%

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Com amigos gays, Murilo Rosa nem precisou se preparar para filme


Depois de dizer que adoraria interpretar uma travesti no cinema, o ator Murilo Rosa declarou que foi uma “delícia” interpretar um homossexual no filme “Como Esquecer”, exibido nesta quinta-feira, 30, no Festival de Cinema do Rio de Janeiro.
Ao lado da esposa, a bela Fernanda Tavares, Murilo contou que as gravações ocorreram no ano passado, durante um mês. “Meu personagem, Hugo, é um gay alegre, sem afetação, e fala do vazio de uma pessoa após perder alguém que ama.”

Bastante emocionado com o resultado, o ator disse que não teve nenhum laboratório. O motivo? “Tenho tanto amigo gay que fico confuso, nem deu para me inspirar”, disse aos risos.

Ele ainda elogiou a interpretação de Ana Paula Arósio, que vive uma lésbica: “É uma das melhores atrizes dramáticas que temos, tem uma voz linda e se entrega totalmente”, declarou o ator.


matéria da UOL 01.10.10

Cinema Outubro 2010" Eu matei minha mãe "

Quem está querendo algo para fazer no fim de semana precisa saber que chega às telas brasileiras, na próxima sexta-feira, 1, o longa “Eu Matei Minha Mãe”, do diretor canadense Xavier Dolan, distribuído pela Festival Filmes. E quem for ver o filme em São Paulo de quebra ganha entradas vip para a The Week paulistana.

Mais freudiano impossível, o filme é dirigido, escrito e estrelado por Nolan, que encontra no longa uma maneira de externar seus sentimentos em relação a um desgastado relacionamento com sua mãe. O título foi o escolhido pelo Canadá para concorrer a uma indicação ao Oscar 2010, na categoria “Filme Estrangeiro”, e venceu em três categorias no Festival de Cannes..

Os espectadores de São Paulo, onde o filme fica em cartaz no Unibanco Arteplex e no HSBC Belas Artes, ganham mais do que curtir a sétima arte: apresentando o cupom do cinema na The Week paulistana na sexta, 1, e no sábado, 2, a entrada é de graça, por conta da Festival Filmes. Confira o trailer:

Sessões em São Paulo:
Unibanco Arteplex (Shopping Frei Caneca): Sala 7 - 14h, 16h, 20h e 22h.
HSBC Belas Artes - Sala Oscar Niemeyer “Rua Consolação, 2423 – Consolação”: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30. No sábado, sessão também às 22h30.


matéria da UOL 01.10.10

Glória Pires viverá uma Lésbica no Cinema

RIO DE JANEIRO – A atriz Glória Pires viverá seu primeiro personagem homossexual, mas não na TV e, sim, no cinema. Trata-se do filme A Arte de Perder, uma co-produção internacional do cineasta Bruno Barreto com a produtora britânica Goldcrest.

O anúncio da nova empreitada foi feito na noite de ontem, 30, numa coletiva realizada no Festival do Rio. No filme, Glória vai interpretar a arquiteta carioca Lota de Macedo Soares, que viveu um romance durante os anos 50 e 60 no Brasil com a poeta americana Elizabeth Bishop.

Na trama, a atriz que interpretará a poeta Elizabeth Bishop será uma americana, que ainda não foi definida pelo cineasta. “Encaro como outro personagem qualquer. O filme não fala sobre a relação entre duas mulheres, mas sobre o amor, independente do sexo”, disse Glória Pires.

Em família – Esta é a primeira vez que Glória Pires fará um trabalho com Bruno Barreto. No entanto, já participou de duas produções do irmão do cineasta, Fábio Barreto, com os filmes O Qu4trilho e Lula, O Filho do Brasil. Com um orçamento de US$ 5,5 milhões, o longa será filmado no Rio de Janeiro, Nova York e Veneza no segundo semestre do próximo ano.

matéria extraida do site mundo mais 01.10.10

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DICAS UPG LIVROS, TEATRO, CINEMA




Amigos,
abaixo estamos inserindo e atualizando dicas de livros, teatro e cinema que consideramos legais para serem conferidos por você. Esperamos que as nossas dicas sejam apreciadas e que tragam a você muita diversão, alegria e por que não aprendizado e equilibrio também?!



LIVROS:
MARAVILHOSA GRAÇA - PHILLIP YANCEY
CONEXÃO - LARRY CRABB
OS ONZE SEXOS - RONALDO PAMPLONA
IDENTIDADE - ZYGMUNT BAUMAN
AMOR LÍQUIDO - ZYGMUNT BAUMAN
CRISTIANISMO PURO E SIMPLES - C.S. LEWIS
OS QUATRO AMORES - C.S. LEWIS
O APRENDIZ DO DIABO - C.S. LEWIS
A ABOLIÇÃO DO HOMEM - C.S. LEWIS
SURPEENDIDO PELA ALEGRIA - C.S. LEWIS
AS CRÔNICAS DE NÁRNIA - C.S. LEWIS
TRANSFORMA MEU PRANTO EM DANÇA - HENRY NOUWEN
O CAMINHO DA GRAÇA PARA TODOS - CAIO FÁBIO
VIDA EM ARCO-ÍRIS - EDITH MODESTO



TEATRO:


* ao lado foto do antigo e histórico teatro Delfos na Grécia







O Homem das Cavernas - girando pelos bairros de SP. Em breve no Tatuapé




FILMES:
Banquete de Casamento
Get Real" - Na Real
Má Educação - Almodovar
O Padre
Os últimos dias
O Segredo de Brokeback Mountain
O casamento quase perfeito
Rainhas
O closed
A casa do fim do mundo
Tudo sobre minha mãe
Má educação
Delicada atração
Fogo e Desejo
Desejos proibidos
Tomates Verdes Fritos
Stranger At the gate
C.R.A.Z.Y Loucos de Amor
O mistério da carne












terça-feira, 13 de julho de 2010

Rio Gay em Madri



FOTOGRAFIA

O fotógrafo Pedro Stephan inaugura em Madri exposição "Entre Amores & Amigos" sobre points gays do Rio
por Redação MundoMais


Posto 9, o point gay da Praia de IpanemaESPANHA – Foi aberta ontem, 01, em Madri, a exposição fotográfica Entre Amores & Amigos, do fotógrafo e jornalista Pedro Stephan. A exposição sobre os points gays da cidade do Rio de Janeiro está em cartaz no Espacio F. durante o mês de julho, e faz parte da sexta edição do Visible Madri Festival Internacional de Cultura LGBT.

Durante a abertura da amostra, o carioca Pedro Stephan recepcionou os espanhóis para comentar as semelhanças e diferenças dos LGBT do Brasil e da Espanha. As fotografias mostram o recorte deste estilo gay brasileiro de ser pela cidade do Rio de Janeiro, eleita como o melhor destino gay do mundo no ano passado pelo canal Logo, da MTV, e pelo site TripOutGayTravel.

As fotos registram lugares onde gays, lésbicas, travestis e transexuais se encontram. Seja na Praia de Ipanema ou mesmo em clubes noturnos como o Fosfobox, La Cueva, Dama de Ferro, entre outros espaços, como um baile funk, realizado na Rocinha. Stephan é o único brasileiro a participar do evento. A curadoria é da Escola de Belas Artes de Madri.

Entre Amigos & Amores é o resultado dos cliques do fotógrafo desde o ano de 2008 e, antes de chegar a Madri, ficou em cartaz no Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Brasília. Também desde 2008, as fotografias de Stephan fazem parte do acervo permanente da Collecion Visible de Arte Contemporânea, que hoje inclui outras 140 obras de autores como Pablo Picasso, David Hockney, Eduardo Arroyo, Goh Mishima, Gilbert & George, Yoko Ono, Derek Jarman, Yves Saint Laurent, Tom of Finland, entre outros nomes.

A próxima é na Itália – Pedro Stephan já se prepara para uma nova empreitada na Europa. Desta vez na Itália, com a exposição Luana Muniz, a rainha da Lapa. Trata-se de um registro fotográfico do mundo das travestis com foco na travesti-mor da prostituição do boêmio bairro carioca da Lapa. A mostra ficará em cartaz no Turin Photo Festival.