segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Filme: COMO ESQUECER com Ana Paula Arósio


Está em cartaz nos cinemas o filme “Como Esquecer”, com direção de Malu de Martino. Malu tem uma longa estrada no cinema. Estudou em Nova Iorque na década de 80, e desde então dedica-se à direção de vídeos culturais, institucionais e documentários.

Em 2001 dirigiu o média-metragem “Ismael e Adalgisa”, que recebeu os prêmios de melhor filme eleito pela crítica e pelo júri popular no Festival de Cuiabá, melhor fotografia no Festival de Recife (2002) e melhor direção de arte no Festival Vitória Cine Vídeo. Em 2006 obteve vários prêmios com “Mulheres do Brasil”, entre eles o de melhor longa-metragem no Festival de Campo Grande e o de melhor atriz coadjuvante para Dira Paes.

Na entrevista abaixo Malu de Martino nos conta como foi dirigir seu recente longa ”Como Esquecer”, sobre a história de Julia (Ana Paula Arósio), professora de literatura inglesa que, após ter sido abandonada pela namorada (Antônia), com quem viveu por 10 anos, busca redescobrir a vida e voltar a ser feliz sozinha.


O que a motivou a fazer o filme? Ao final aparece na tela um “in memoriam” e sei que o filme foi baseado em um livro, mas até então desconhecido do público em geral.
O que me motivou a fazer o COMO ESQUECER foi basicamente a história. Me pareceu ser um desafio transportar para a tela grande a dor da perda a partir de um universo pouco explorado pelo cinema brasileiro, o LGBT. Sou fascinada pelo chamado cinema de personagem, imersões, reflexões sobre sentimentos mais profundos. Quando li o livro achei que, neste momento, o cinema brasileiro abre espaço para essas reflexões. Portanto essa foi a minha principal motivação. O “em memória” no final do filme refere-se às minhas grandes perdas, amigos que já se foram e que me fazem uma falta enorme… O COMO ESQUECER para mim é também um filme sobre amizade e me remete aos amigos que tenho e que tive, e a eles prestei minha homenagem.

Como foi a preparação dos atores, em especial da protagonista, Ana Paula Arósio?
Ensaiamos um mês e meio assiduamente. Construímos a intimidade dos atores e a confiança que depositamos uns nos outros, nesse período. A Ana Paula é uma trabalhadora incansável, aplicadíssima! Vimos filmes do Carl Drayer, do Truffault e do Won Kar Wai, além de inúmeros textos para ajudar nessa composição. Inclusive textos da Sonia Hirsh, que particularmente não parece relacionado ao trabalho, mas que ajudaram a verbalizar os sentimentos que buscávamos.

Qual foi a cena mais difícil de gravar e qual demorou mais tempo para filmar (ou que demandou mais retrabalho na filmagem)?
Para mim a cena mais difícil de rodar foi a cena em que a Julia (Ana Paula Arósio) pede para ser amarrada. Demorou muito e a Ana Paula ficou horas amarrada na cadeira para correções de luz e câmera. Ela optou heroicamente por não sair da cadeira para não “esfriar” e não haver problemas na continuidade. No mais, cinema dá trabalho, muito trabalho! Filmar em locações, prática frequente no cinema independente, é sempre delicado… cachorros que latem, vizinhos que cantam, crianças que brincam etc. Mas conseguir fazer o filme e ter o resultado esperado, me faz esquecer tudo isso e ter tesão de filmar de novo! [risos]

Considerando o avanço das conquistas em termos de visibilidade LGBT de 10 anos para cá, você acha que a aceitação do público por temáticas como essa do filme, especialmente lésbica, melhorou – ou tem melhorado – nos últimos anos?
Acho que avançamos sim. Ainda há muito a ser feito, mas sinto que o cinema caminha para uma maior abertura nesse sentido. Na minha opinião os veículos audiovisuais devem contribuir para maior esclarecimento e uma reflexão mais profunda dessas questões. Gosto de dizer que se ressaltamos as semelhanças aceitamos melhor as diferenças. A homovisibilidade se faz necessária num momento em que a aceitação das diferenças é fundamental para a nossa evolução.

Houve alguma razão especial para a escolha da Ana Paula Arósio e de Murilo Rosa para os papéis principais do filme?
Sobre o Murilo Rosa, conheço desde o meu primeiro filme, Ismael e Adalgisa, e somos amigos desde então. Eu tinha muita vontade de voltar a trabalhar com ele por sua dedicação ao trabalho e admiração que tenho pelo mesmo. Ao pensar na atriz que faria a Julia, conversando com Murilo, chegamos ao nome da Ana Paula Arósio, que considero a melhor atriz dramática da geração dela. Era preciso uma atriz que “comprasse” a ideia e se dedicasse completamente à proposta da direção. O Murilo se prontificou a fazer a ”ponte”, pois eu não a conhecia, nem ela a mim. Por indicação prévia dele fizemos chegar a ela o roteiro, em seguida nos encontramos em SP e ela topou a proposta prontamente. O resultado, na minha opinião, não poderia ter sido melhor. Penso que a escolha desses dois atores foi muito por causa das suas trajetórias profissionais e minha admiração pelo trabalho de ambos.


Por Laura Lou, site da UOL 11.11.10

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mama Mia no Teatro: Não perca !!!!

Com várias músicas do ABBA, musical Mamma Mia estreia em São Paulo

Mamma Mia! chega, no dia 11 novembro, em São Paulo.


O espetáculo musical, considerado o primeiro do mundo, conta com vários hits do ABBA e foi traduzido para português – inclusive as músicas “Dancing Queen” e “Take a chance on me”- com a intenção de trazer a identificação do público brasileiro.

Para dar vida a Donna Sheridan, personagem de Meryl Streep no longa, foi escalada a atriz Kiara Sasso, de 31 anos, uma das principais atrizes de musicais do Brasil, ao lado do ator Saulo Vasconcelos. Em entrevista nesta quinta-feira, 4, a atriz declarou que, quando iniciaram a seleção de elenco, ela não estava no Brasil. “Mas não me importei, já que me achava velha demais para o papel de Sophie e nova demais para ser a mãe”.

Selecionada como a mãe da mocinha, papel em que ela não estava acostumada, Kiara espera que sua atuação não seja comparada com a de Streep. “A expectativa é que não haja comparações. O público abraçará este espetáculo e se emocionará bastante com ele.”

De acordo com o diretor musical David Holcenberg e o diretor Robert McQueen, é extremamente importante tal adaptação na língua do país. “A história é contada pelo texto e pelas canções. Mesmo que as músicas sejam conhecidas, elas acabam sendo surpreendentes por conta do enredo da trama”, declarou David.

O musical, que já foi assistido por mais de 42 milhões de pessoas pelo mundo, conta a história de Donna Sheridan (Kiara Sasso), cujo passado é trazido à tona por sua filha, que não sabe a identidade do pai. Em seu casamento, a filha, interpretada por Pati Amoroso, convida três homens que fizeram parte da vida de Donna na época em que engravidou. Após 20 anos, Donna se deparada com seus ex-namorados, interpretados por Sam (Saulo Vasconcelos), Bill (Carlos Arruza) e Harry (Cleto Baccic).

Mamma Mia!
Estreia: 11 de novembro, às 21h
Local: Teatro Abril - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 - São Paulo
Datas e horários: quartas, quintas e sexta, às 21h; sábados às 17h e 21h; domingo às 16h e 20h
Duração: 2h40
Ingressos: entre R$ 80 e R$ 250
Informações: www.mammamia.com.br

CQC - um entrevista bem interessante


Repórter do CQC, Rafael Cortez está sempre envolvido nas pautas referentes à comunidade LGBT. Com a sexualidade bem resolvida, ele não se intimida em brincar com a questão e até distribuiu beijinhos em famosos do mesmo sexo. Aqui Rafa fala sobre essas e outras brincadeiras.


De todos os repórteres do programa, geralmente é você que faz reportagens voltadas ao público LGBT. Por que?
Não sou direcionado exatamente a isso, mas já fiz pautas que acabaram culminando dentro do universo gay. Não tenho o menor problema em fazer as pautas e me sinto à vontade para fazê-las, como me sinto à vontade para fazer pautas de música, celebridades, política.

Sempre falam sobre “beijo gay” na TV, mas esquecem que você já protagonizou alguns selinhos em famosos do mesmo sexo.
Procuro ir até onde acho possível. O lance dos selinhos foi uma piada. Gerou ibope. Não me levo tão a sério e não acho que isso tenha afetado minha masculinidade. Quanto ao beijo gay, não vejo problema. Não tenho preconceitos. Acho que se pessoas do mesmo sexo querem ficar juntas, elas têm pleno direito de ficar.

Como foi beijar o Almodóvar, por exemplo?
Foi uma piada! Uma brincadeira que rendeu muita mídia ao programa. Mas esperava ao menos que ele me levasse para jantar depois. Não aconteceu.

Depois da repercussão dos selinhos, você ficou irritado. O que rolou?
Uma coisa é piada, outra é encheção de saco. Não houve irritação da minha parte, mas sim uma obsessão do Tas em falar sobre o assunto. Piadas ficam velhas e, aí sim, sem graça.

Para se defender, você disse que existem repórteres mais gays que você lá dentro. Ser gay é uma ofensa, algo negativo?
Óbvio que não. Não é uma ofensa. Como já disse, não tenho o menor preconceito com opção sexual (sic), nem com opções religiosas ou com problemas quaisquer. Veja você, meu agente/empresário é gordo e, no entanto, é um grande amigo. E vai ficar certamente puto por eu ter dito isso dele aqui.

Em outra matéria do programa, vocês perguntavam aos famosos: Se você fosse gay, assumiria? E você, Rafa, assumiria caso fosse gay?
Se eu fosse gay não teria problemas em assumir. Tanto que nesse dia teve uma brincadeira do armário (disseram que o Rafael sairia do armário), eu topei e achei divertida.

Algum fã chegou a confundir e te cantar?
Nunca. Nunca recebi cantada de fã confundido.

Durante o concurso Mister Brasil Gay de 2009, você foi jurado e disse até que “pegaria o Mister Rio de Janeiro”. Explica melhor para a gente o que o carioca tem (ou tinha)?
Hahaha... tá vendo!?! Eu faço piadas! Não me levo a sério! O trabalho é esse, dar a notícia com bom humor. Não tinha nada demais, ao meu ver, foi uma piada! Como pegaria a Miss Brasil.

Apesar de você não gostar taaanto de política, vamos lá. Depois da Argentina, o que pensa sobre o casamento gay no Brasil?
Eu gosto de política! Acompanho sempre. Quanto ao casamento gay, sou a favor do amor. Se gays querem ficar juntos, ok, mandem ver.

E para finalizar, daria beijo em algum homem famoso?
Não, não daria. O que fiz no CQC foi pela matéria. Claro que não sou sem limites para fazer as matérias. Portanto não esperem que eu me atire do penhasco ou que fique pelado.

matéria da revista Junior 04.11.10 / UOL

Paulinho Vilhena fotografa como Transexual

Paulinho Vilhena fotografou para a capa da revista gay "Junior" caracterizado como a transexual que interpreta no musical "Hedwig e o Centímetro Enfurecido". No espetáculo, em cartaz no Teatro das Artes, no Rio, o ator de 31 anos usa maquiagem, cílios postiços e peruca, e tem que se equilibrar em cima de uma bota com salto plataforma. "A minha cara vive cheia de purpurina e lantejoula, e, às vezes, tem que dar uma esfregada maior com lencinho e dá uma machucadinha", comentou sobre as agruras do papel. A revista chega às bancas em novembro (4/11/2010)
matéria UOl 4.11.10

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Gaiola das Loucas

Falabella divide o palco com o ator Diogo Vilela, que viverá o personagem Albin – que se traveste da vedete Zazá. Já Falabella será Georges, o dono do cabaré “A Gaiola das Loucas”.

O casal, nada ortodoxo, tem um filho. Trata-se de Jean Michel, interpretado pelo ator Davi Guilherme, que se apaixona por uma filha de um deputado que quer acabar com os gays. O texto original foi escrito para o teatro em 1973 por Jean Poiret (1926-1992) e adaptado para o cinema numa produção franco-italiana dirigida por Edouard Molinaro em 1978.

Força na peruca – Com 40 trocas de roupas em 300 figurinos, a peça conta ainda com 100 perucas e 350 mudanças de luzes. Precisa de muita força na peruca para ajustar tudo isso, não? E mais do que esse esforço de fazer rir está o de não abusar de clichês. Para tanto, Vilela diz que sua personagem Zazá é a humanização do limite da caricatura intrínseca à personagem.

"Essa peça foi adaptada para a Broadway quando a comunidade gay era dizimada pela Aids, e eles quiseram fazer uma história de amor gay que fosse positiva", acrescentou Falabella. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Paulínia e terminar a breve temporada em São Paulo, a peça seguirá turnê no próximo ano em outras cidades brasileiras.

Serviço:
O que: A Gaiola das Loucas
Quando: Quinta e sábado às 21h; Sexta às 21h30; Domingo às 19h [De 23 de outubro a 19 de novembro]
Onde: Teatro Bradesco, Rua Turiassu, 2.100, Pompeia – São Paulo – SP; Fone: (11) 3670-4100
Quanto: De R$ 20 a R$ 170