A socialite russa Daria Zhukova foi o centro de uma polêmica na semana passada depois de ter sido clicada sentada sobre uma cadeira que imitava a forma de uma mulher negra. Zhukova -- namorada do bilionário russo Roman Abramovich -- foi acusada de racismo e pediu desculpas por ter "possivelmente ofendido alguém". Mas a foto rodou o mundo e provocou amplas reações de rechaço.
O artista russo Sasha Kargaltsev, baseado em Nova York, foi um dos que se manifestaram, produzindo uma foto em resposta a Zhukova. Na imagem, um homem branco simula uma cadeira, enquanto um negro se senta sobre ele -- em referência direta ao racismo e à homofobia. Em entrevista a Opera Mundi, Sasha contou que se viu forçado a sair da Rússia justamente por esses motivos. “Me deixa muito triste ver que o racismo está sendo glamourizado e passado a ser não somente aceitável, como 'na moda'”, lamentou.
A composição artística pretende reverter a injustiça visual e a ofensa retratadas na foto de Zhukova e restaurar a igualdade de gêneros, raças e orientações sexuais, salientou o artista, para quem as escolhas da socialite russa -- “uma das mais poderosas empreendedoras culturais russas do mundo” -- são "apavorantes e inaceitáveis".
A composição artística pretende reverter a injustiça visual e a ofensa retratadas na foto de Zhukova e restaurar a igualdade de gêneros, raças e orientações sexuais, salientou o artista, para quem as escolhas da socialite russa -- “uma das mais poderosas empreendedoras culturais russas do mundo” -- são "apavorantes e inaceitáveis".
Apesar de achar que seu trabalho com corpos nus provoca tanta polêmica no Ocidente quanto na Rússia, Sasha lamenta a falta de visão crítica do grande público russo. "Infelizmente, eu entendo que meu trabalho vai ser visto pelos russos como provocativo e inapropriado, enquanto a imagem de Zhukova não vai nem mesmo 'mexer com as cabeças deles'".
Antes de se mudar para os EUA, Sasha estudou na Universidade Pan-russa de Cinematografia, de onde saíram alguns dos mais importantes cineastas russos, como Sergei Eisenstein. Mas o jovem multitalento não parece otimista com seu país natal. "Só voltarei à Rússia quando o país for um lugar seguro para a população LGBT. Já não sou russo. Somente no meu coração".


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